(Imagem - Confluências - óleo sobre tela -Elisabete Maria Sombreireiro Palma)
Segunda-feira, 22 de Março de 2010

FRIO tela de Elisabete Sombreireiro Palma

publicado por sombreireiro às 20:19
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

A musa e o poeta

 

 

A musa e o poeta

 

Óleo sobre tela

 

(dedicado ao meu companheiro Rogério Simões

 

de

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

publicado por sombreireiro às 23:58
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Lisboa à vista da minha janela

 

ÓLEO SOBRE TELA

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

 

publicado por sombreireiro às 16:06
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Os medos - Memórias de Beja

 

 

(Foto de Rogério Simões

 

Museu de Messejana)

 

(Visitem este museu alentejano)

 

 

Memórias
 
Os acontecimentos que passo a recordar passaram-se entre os anos de 1950 e 1953, período durante o qual vivi na Quinta das Amendoeiras, situada nos arredores de Beja, cidade onde nasci em 1948.
I. - MEDOS
Olhava fixamente o tecto. Raios de sol penetravam por entre as telhas para trás e para a frente, num ritmo constante, ao som de uma melopeia...
“ó papão vai-te embora,
de cima desse telhado,
deixa dormir a menina
um soninho descansado “
 
Voltava a ouvir aquele som!
Voltava a ver os raios de sol: imensos pontinhos dourados que se enovelavam - tal como o fumo e as chamas volteiam na chaminé.
Fechava os olhos e a minha mãe, ou a minha avó, com muito cuidado iam-me deitar.
Numa cama situada num quarto, que na altura me parecia enorme, acordei. Pelo umbral passava uma ténue claridade. Era uma casa no monte, rústica, tipicamente alentejana, onde as portas interiores não existiam e eram geralmente substituídas por cortinas.
Acordei, provavelmente assustada, e o primeiro movimento foi debruçar-me da cama e espreitar para baixo - ao mesmo tempo que gritava chamando pela minha mãe!
Entretanto, a minha mãe chegou e, quando a vi no umbral, debrucei-me novamente na cama, espreitei para baixo, e nada vi!
E vi! Não tenho dúvida de que vi: o que se assemelhava talvez a uma tartaruga gigante escura que, muito lentamente, se escondeu debaixo da cama…
Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

publicado por sombreireiro às 15:06
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Elisabete Maria Sombreireiro Palma - curriculum

 

 

Nome                                : Elisabete Maria Sombreireiro Palma
Naturalidade              : Beja
Data de nascimento        : 19/10/1948
Formação académica na área da contabilidade, inscrita como T.O.C. com o nº 3774. Trabalhou cerca de trinta anos, exclusivamente, como responsável da contabilidade de diversas empresas, sendo a última, a produtora de cafés, da marca “ Nicola”, da qual saiu por fusão desta empresa com um outro grupo empresarial.
Em função da disponibilidade obtida, inscreveu-se na Universidade para a Terceira Idade, UITI, na disciplina de “Criatividade Artística” ministrada pela Professora Carminho em Novembro de 2002, tendo assim, dado início à concretização de uma suposta vocação despontada em criança.
Trocando definitivamente a caneta pelo pincel, continuou a aprendizagem e o enriquecimento na técnica da pintura a óleo sobre tela, no atelier da Professora Carminho.
Participou em duas exposições colectivas de pintura. As suas telas podem ser vistas no blog
http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt
Site: http://romasi.netpampilhosense.org
Lisboa, 16 de Dezembro de 2003
 
(Nota: Quem conhece a minha poesia sabe quanto admiro a minha companheira Elisabete Sombreireiro Palma. A Elisabete, a quem se destina este espaço, não gosta de estar ao computador e esta será a razão para que seja eu a dar a conhecer os seus talentos.
Há 20 ans, quando a conheci, a Elisabete perdeu o seu filho mais novo, o Ricardo, num brutal acidente de mota. Tinha 18 anos.
Raramente falamos da morte do Ricardo. No dia 1 de Julho recorda-se a tragédia, sem palavras, mandando celebrar missa na Igreja de S. Domingos de Benfica.
- Rogério, nem um só momento esqueço a morte do meu filho. Disse-me um dia.
A Elisabete é uma mãe coragem.
Quem a conheceu mais cedo ainda teve o prazer de escutar o seu belo canto. Dizem que cantava e encantava com o fado de Coimbra e o canto alentejano. Numa intervenção cirúrgica à tiróide perdeu os agudos. Para mim continua a encantar mesmo que cante baixinho.
Quanto à sua pintura, que tenho incentivado, sou, de certo modo, o guardião de parte dos seus quadros. Elisabete Maria Sombreireiro Palma é merecedora de participar noutras exposições.
Finalmente, quero salientar a sua qualidade de escrita. Logo que possa irei colocar aqui as suas redacções, autênticas preciosidades, que nos transportam no tempo aos anos 50 do Século passado, enfim, recordações da escola do Magistério primário de Beja onde foi aluna da Professora Conceição filha do Professor Janeiro Acabado
Tentarei que escreva os contos que ela cria e conta para o seu neto e que continue a estória do nosso lindo e saudoso cão.
A Bete é mesmo assim: uma mulher muito especial – uma grande mulher.
Do seu companheiro:

Rogério Martins Simões

 



 

(Óleo sobre tela

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

publicado por sombreireiro às 22:14
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Sábado, 4 de Julho de 2009

Eu Tarik 2ª parte


 

Óleo sobre tela que ofereci ao meu marido, fazendo votos para que ele publique a sua poesia

 

 

 

 

 

Eu Tarik
Capítulo II
Mais tarde, comecei a reparar que ela quando passava sobre o que os humanos chamam tapete, arrastava várias vezes os pés no dito, olhava para mim e chamava-me lindo. Sim, eu comecei a fazer o mesmo, e ela ficava tão contente!
Um dia, lembro-me perfeitamente, fui com ela ao local onde trabalhava. Em vez de me colocar no chão, pôs-me em cima da secretária, e, fui acariciado, afagado, o meu “ego-cão” estava no auge com tanta admiração por parte dos amigos dela, que me descuidei, fiz um xixi, fiquei deveras atrapalhado!
Já crescidote, fui viajar com os meus donos. A minha dona disse-me que íamos visitar a terra onde a minha mãe nasceu. Entretanto passavam os dias a escavar a terra, nunca percebi muito bem porque o faziam, eu ficava na sombra do carro, preso, sim porque eu era um bocado traquinas, e, tive azar, não é que uma abelha me mordeu na bochecha! Sofri, e penso que foi desde esse dia que me tornei um bocado arisco, aprendi a rosnar, a mostrar o meu carácter um bocadito belicoso. Sim, porque a minha dona tinha que entender que eu era um cão especial, não um cão mariquinhas. Mas devo confessar-vos que fui sempre muito sensível à dor.
O tempo foi passando, fui crescendo. De repente, sem entender muito bem porque o meu dono deixou de vir a casa. A minha dona disse-me qualquer coisa, mas entendi que eram coisas de humanos.
Certa vez, fomos viajar numa casa, enorme, com rodas. Eu ficava muito amedrontado com o barulho dos outros carros que passavam por nós, mas lá me ia aguentando até que depois de algum tempo, chegamos a um sítio, que mais tarde vim a saber que se situava em Londres, onde senti que a minha dona estava muito aflita, agarrou-me a chorar e disse para eu não fazer barulho. Mas, de repente entraram uns homens que me queriam agarrar, o medo era tanto que fiz chichi, mas mesmo assim levaram-me, a minha dona chorava e eu pensava que nunca mais a via. Os ditos homens, depois de muito andarmos levaram-me para um sítio completamente estranho. Estava preso. Tinha um quarto com uma parte com grades que dava para um corredor, e um jardim mas este também com grades. Falavam comigo numa língua que eu não entendia, e cada dia me sentia mais infeliz. Até que apareceu a minha dona e me contou o que se estava a passar. Estava de facto preso, de quarentena, porque era proibido eu ter entrado em Inglaterra da maneira que o fizemos. A minha dona teve que me deixar ali naquele sítio pelo tempo que eles entenderam, depois despachar-me-iam de avião para Portugal. E assim aconteceu. Nunca me recompus totalmente desta viagem, então o avião foi um tormento, até há bem pouco tempo se me falavam em Inglês, eu uivava, foi para esquecer.
O meu dono voltou outra vez, e de vez em quando revia a minha família. Voltamos a passear no campo, perto da terra onde a minha mãe nasceu, ela ficava felicíssima, mas eu não, tudo me incomodava, passavas os dias debaixo da cama, só gostava de sair à noite.
Continua
publicado por sombreireiro às 21:24
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

EU, TARIK

 

  

 
EU, TARIK
Elisabete Maria Sombreireiro Palma
 
Capítulo I
Fui um cão muito feliz, com uma vida cheia de acontecimentos, nada daquela vida enfadonha comum aos meus iguais. E, claro já perceberam que estou a falar em passado, é verdade, por muito que me custe dizer, deixei este corpo no dia 23 de Janeiro de 2008. Mas, seria uma pena se deixasse só para mim, e para os meus amados donos, a história da minha vida; como tal, incumbi a minha dona de passar ao papel as minhas memórias.
Nasci em Lisboa a 14 de Junho de 1991, comigo nasceram, uma irmã, malhada de preto, parecida com a minha mãe, que viria a chamar-se Pepsi, o outro chamar-se-ia Scuby parecia-se com o meu Pai, malhado de castanho, tal como eu. Mais tarde quando fui viver em definitivo com a minha dona, esta, chamar-me-ia Tarik.
Os meus pais também tiveram histórias de vida muito interessantes.
Meu pai nasceu no Jardim Zoológico, descendia de uma alta linhagem de “podengo anão” e tinha “pedigree”. Foi o primeiro a chegar a esta casa, como presente para a Ana Lúcia, filha do meu dono, e que foi a minha segunda mãe. Era pequeno, tal como os demais da nossa raça, todo branco, malhado de castanho, orelhas sempre arrebitadas, cauda encaracolada. Eu vivi com ele pouco tempo, apesar de nos encontramos muitas vezes. Sei que teve um azar, foi atropelado, ficou sem a cauda que era o seu orgulho. Desde esse acontecimento, que a vida dele se alterou, ficou traumatizado, tornou-se violento e segundo me apercebi o fim dele não foi pacífico.
Quanto à minha mãe, ela foi uma verdadeira rainha, era um doce! Quando os meus donos a encontraram no Alentejo, ela vivia uma vida infeliz. Os homens levavam-na para a caça, o que ela adorava, mas fora isso, passava a vida presa a um cordel, tinha por casa um bidão.
Os gansos, os patos atacavam-na e roíam-lhe as orelhas. As pulgas e carraças faziam-lhe a vida ainda mais negra. Mas assim que o meu dono a viu, achou que ela era a cadela ideal para mulher do meu pai (desculpem mas vivi tão intensamente com os humanos, que dou por mim a pensar como eles).
Segundo o que ela me disse, mais tarde, fez-lhe uns “olhinhos” a que ele não resistiu. E isso foi decisivo para que o meu dono pagasse por ela uma fortuna e a trouxesse para Lisboa.
Passou a chamar-se Nina, e depressa esqueceu as agruras que tinha passado. Também já deixou o corpo.
Bem, falando de mim; eu era lindo, aliás a minha dona passou a minha vida a chamar-me de lindo! Mas se não acreditam vejam a primeira fotografia da família, da esquerda para a direita, temos: o meu pai, eu, a Pepsi, o Scuby e a minha mãe.

 

 

 

 

 

 

 

Fui o primeiro a nascer, como tal, o mais forte, o maior. Vivi com a minha mãe cerca de dois meses, no primeiro mês era ela que me amamentava, depois não soube o que lhe deu, deixou de nos ligar, se não fosse a minha mãe adoptiva, a Ana Lúcia, teríamos morrido à fome. Quando esta achou que eu já estava suficientemente forte, disse-me que era hora de partir para casa da minha dona, confesso que chorei. Sempre gostei muito dela, nunca esqueci o quanto foi minha amiga.
Eis-me chegado a casa da minha dona, tinha por companhia uma gata com quem brinquei muito, estranhei, senti saudades da minha família, chorei. Mas depressa percebi, o quanto ela era especial, falava comigo, sim, eu olhava-a nos olhos, e ela entendia-me. Dava-me o comer na boca, ensinou-me, primeiro a fazer as minhas necessidades fisiológicas no jornal que depois levava para a rua, até eu entender o que ela pretendia, e eu, aprendia depressa...
CONTINUA

 

publicado por sombreireiro às 17:24
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Brincando com as tintas

sinto-me: A MINHA PINTURA
publicado por sombreireiro às 20:45
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A Lei 16/08 de 1 de Abril aprovou as alterações ao Código Direitos Autor e Direitos Conexos seguidamente designado por C.D.A.D.C.
  1. De acordo com o n.º 33 da Lei 16/08 de 1/4 até a obra anónima está protegida durante 70 anos. Sobre este assunto veja também o artigo 29.º;
  2. O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade (ver artigo 12.º). A titularidade está consagrada no artigo 11.º do CDADC;
  3. É punido com as penas previstas no artigo 197.º quem se arrogar a paternidade de uma obra ou de prestação que sabe não lhe pertencer e, conforme ponto b), quem atentar contra a genuinidade de uma obra ou prestação, praticando acto que a desvirtue e possa afectar a honra ou reputação do autor ou do artista. Ver artigo 198.º;
  4. Se o artigo 198.º do CDADC prevê penalização para a “violação do Direito Moral” quem se arrogar a paternidade da obra, já quem a utiliza como sua comete o crime de “CONTRAFACÇÃO” nos termos do artigo 196.º;
  5. Existe, ainda, o crime de USURPAÇÃO: Comete o crime de usurpação quem, sem autorização do autor ou do artista, …, utilizar uma obra ou prestação por qualquer das formas previstas neste código;
  6. Resta a outra figura jurídica consagrada no artigo 199.º do Código. Assim, comete o crime de “APROVEITAMENTO DE OBRA CONTRAFEITA OU USURPADA” quem vender, puser à venda, importar, exportar ou por qualquer modo distribuir ao público obra usurpada ou contrafeita… será punido com as penas previstas no artigo 197.º. De acordo com o n.º 2 a negligência é punível com multa até 50 dias;
  7.  Como podem constatar na alínea b) do artigo 198.º do CDADC consagra o crime de “APROVEITAMENTO DE OBRA CONTRAFEITA OU USURPADA” por ter distribuído ao público obra usurpada ou contrafeita. Ver artigo também 199.º;
  8.  Finalmente, quero alertar para o n.º 1 do artigo 196.º do CDADC. Comete crime de contrafacção quem utilizar, como sendo criação ou prestação sua, obra, …por tal modo semelhante que não tenha individualidade própria. Sobre este assunto leiam-se, ainda, o n.º 2 e 3;
  9.  O processo de registo de artigos publicado ou a publicar neste blog encontra-se em fase de registo. Porém, como já citado, o direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade (ver artigo 12.º). A titularidade está consagrada no artigo 11.º do CDADC;
  10. Respeite os direitos de autor. Se pretende trancrever o que aqui se escreve, para fins não comerciais, por favor cite o nome do autor e a fonte.

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

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